Fora da etapa da Stock Car no Velo Città por recomendação médica após o acidente no Velopark, Átila Abreu acompanhou de perto seu substituto Vitor Baptista e viu sua equipe Shell V-Power conquistar sua terceira vitória em três anos no circuito, com o companheiro Ricardo Zonta.

Dos boxes, além de orientar Baptista, que marcou pontos na segunda corrida em 15º lugar, o sorocabano trocou muitas informações com a equipe liderada por Thiago Meneghel, um dos mais promissores, vitoriosos e jovens chefes de equipe da nova geração da Stock Car.

Considerado o “Rei do Interior” na Stock Car, o vencedor de duas corridas no Velo Città e primeiro pole position da Stock no circuito, em 2017, Átila usou sua experiência durante todo o fim de semana e contribuiu com o bom resultado da equipe.

Cada vez melhor da fissura na vértebra L2, Átila Abreu segue seu trabalho de recuperação durante a semana e espera ser liberado para voltar ao cockpit do carro #51 daqui a duas semanas, na rodada dupla de Goiânia.

O que disse Átila Abreu:

“É uma forma que eu não gostaria, enquanto piloto, de ter experimentado porque você quer sempre andar. Mas as circunstâncias me colocaram nisso, então por que não fazer do limão uma limonada e tentar adquirir um maior aprendizado, uma nova experiência? Então ver de fora o trabalho da Shell nos boxes somou alguns pontos, observar de outro ponto, sem ter a adrenalina, sem a pressão de estar acelerando, serviu para entender um pouco mais como tudo funciona. Gostei bastante, tem muito a trabalhar junto à equipe para obter melhores resultados. Um belo trabalho da equipe, que continua com 100% de aproveitamento no Velo Città, com três vitórias em três anos, o Zonta sai como maior pontuador do fim de semana e cresce na tabela. Eu ainda continuo como um dos recordistas, então vou ter bastante motivação no ano que vem, é uma pista que eu gosto muito, infelizmente não andei desta vez. O Vitor foi muito bem, o ponto alto foi a adaptação ao carro, me impressionou a velocidade com a qual ele se adaptou e já estava andando no ritmo do carro. Não é fácil assim, são apenas dois treinos. Ele esperava um pouco mais da classificação, mas tomar meio segundo e ficar em 25º acho que ele nunca experimentou uma categoria tão competitiva, são os detalhes. A corrida é um pouco diferente na dinâmica, é mais longa do que na Light e na Porsche, que são mais curtas. Na Stock, os 30 pilotos são de grande nível, aqui você está em 20º e brigando com um piloto de Fórmula 1. Por estar tanto tempo na categoria, sei as características de cada piloto, como cada um joga, e passei para ele. Uma pena a corrida 1, nos restou criar uma estratégia para a corrida 2, mas teve um toque de um adversário, o que pode acontecer. Mas foi um bom aprendizado e fico feliz. Espero estar de volta em Goiânia, uma fora já está bom demais”